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Rodrigo Kupfer

Corpo, desejo e memória em fricção com a imagem.
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Sobre o artista

Rodrigo Kupfer constrói, há mais de uma década, uma trajetória marcada pela inquietação, pelo desejo de atravessar linguagens e pela investigação contínua do corpo como campo simbólico, político e afetivo. Encontra na arte o território onde pensamento, imagem e afeto se contaminam.  

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Série

Reconto

Reconto reúne pinturas acrílicas sobre tapeçarias  e aquarelas antigas, resultado de um processo de garimpo e ressignificação de objetos. Ao intervir sobre suportes carregados de memória, o artista cria um deslocamento simbólico: corpos masculinos intensos, eróticos e sensíveis emergem sobre superfícies tradicionalmente associadas à decoração. 

 

O contraste entre suporte e imagem tensiona noções de intimidade, desejo, força e vulnerabilidade, propondo um diálogo entre passado e presente, domesticidade e pulsão, memória e corpo vivo.  

Rodrigo propõe:
Memória como suporte, corpo como acontecimento
Desejo e vulnerabilidade como linguagem
Pop contemporâneo e arquivo afetivo (80, 90, 2000) 
Intimidade em disputa entre o doméstico e a pulsão
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